sábado, 22 de outubro de 2016

Carta a uma tal pediatra

Querida Pediatra,

escrevo-lhe na sequência do atendimento de ontem no seu consultório médico. Como sabe o S. estava doente desde a madrugada de quinta com vómitos, temperatura e falta de apetite. Foi a primeira vez que ficou doente a sério, vê-lo vomitar e tão caído dói demais. Face à melhoria pouco significativa e febre persistente, resolvemos marcar uma consulta na primeira pediatra com disponibilidade. A pressa em chegar ao hospital era tanta que chegamos à consulta com trinta minutos de antecedência e entramos quase de seguida. 
O S. como muitas crianças,  quando vê a bata branca começa a chorar, chora mesmo muito é verdade, mas temos que ter paciência é um bebé.(penso que a sua especialidade é pediatria ou estarei enganada) O seu choro estava a perturbá-la mas não estava mais do que a mim mãe, ver o meu filho a chorar, a sufocar custa imenso. Depois de lhe ver os ouvidos, garganta e auscultar concluiu que ele tinha uma OTITE. O seu diagnóstico não me convenceu, pois nem ao trabalho de apalpar a barriga do S. se deu quando lhe falei em gastroenterite. Depois do diagnóstico prescreveu uma cambada de medicamentos, talvez isso lhe desse jeito para ganhar alguma viagem.
A sua consulta não foi do meu agrado, primeiro pela falta de paciência e depois pela falta de profissionalismo. Fico triste por saber que estudou tantos anos para "despachar"utentes ( foi isso que senti), que jurou ajudar os outros, que escolheu uma especialidade relacionada com crianças para não ter paciência para elas e pior que a medicina que estudou foi para "drogar" as crianças com medicação desnecessária. Há falta de sabedoria e competência da sua parte optou pelo mais fácil: prescrição de um antibiótico forte pois assim matava "qualquer" doença mesmo que isso implicasse mau estar de uma criança. 
O meu coração de mãe não estava seguro e sossegado com o seu diagnóstico, no entanto, fui à farmácia contribuir para a sua ida às Maldivas. Sabe a minha irmã está prestes a concluir medicina, achei por bem a consultar e por telefone segui algumas dicas para nos certificamos que seria otite e sem  sucesso qualquer toque nos ouvidos era suportado. 
Assim, porque eu acredito muito na energia deste universo e antes de cair na tentação de dar o medicamento, o S. teve uma descarga intestinal enorme e quando a teve não tive dúvidas GASTROENTERITE. Depois disso ganhou vida, ficou novo, começou a comer, passou a febre e a dita "otite".
Espero que as próximas crianças que a encontrar no hospital sejam tratadas com mais paciência, que não lhe passe antibióticos fortes só porque lhe dá jeito e mais uns pós mágicos de laboratório. Espero ainda, que nunca sinta como mãe um mau diagnóstico e mau atendimento com os seus filhos. 
Ainda pensei perder tempo em reclamar por escrito no hospital,  no entanto, considero que o tempo é melhor aproveitado ao escrever este post.
Despeço-me esperando não a voltar a ver:

A Mãe do S.

Nota: Espero que tenha chegado a tempo do café que tinha com a sua amiga doutora do consultório ao lado.
Ah esqueci-me de referir que a minha família é macrobiótica e apologista da medicina natural, a medicação existe e deve ser usada mas em último recurso, por isso prescreva antibióticos com consciência, como fossem para os seus filhos.



1 comentário:

  1. Infelizmente nem todos têm o profissionalismo que deveriam ter nas respetivas áreas. Com certeza da próxima vez vai encontrar um pediatra paciente e com imenso profissionalismo para compensar a má experiência que teve ;)
    Beijinho e bom domingo

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